LUZ PARA O MUNDO

LUZ PARA O MUNDO
A CURA PARA OS MALES DA HUMANIDADE

quinta-feira, 17 de novembro de 2016



O ÚLTIMO DISCURSO DE UM MÁRTIR.

Pai em tuas mãos entrego meu espírito”.  Lucas 23: 46
“Pai perdoa-lhes eles não sabem o que fazem”. Lucas 23: 34


O último minuto de vida, tendo uma perspectiva de sonhos e realizações em um futuro próximo, deve ser terrível. Ninguém em sã consciência pensaria neste último momento em fazer um discurso ou um pedido para facilitar a sua morte. Eu só tenho conhecimento deste fato acontecido com os Apóstolos e discípulos de Cristo. Os cristãos no Circo de Roma entoavam cânticos enquanto eram devorados por feras ou queimados na fogueira. Muitos cristãos por toda Europa, Ásia e África fizeram a mesma coisas quando eram perseguidos e sacrificados.
Mas o que mais emociona foi a morte por apedrejamento do primeiro mártir cristão em Jerusalém, logo após o advento do Senhor Jesus Cristo. 
Após ascensão do Senhor Jesus Cristo, a Igreja Primitiva teve um crescimento espantoso. O Espírito Santo atuava milagrosamente nos corações dos habitantes de Jerusalém as conversões eram aos milhares diariamente.
O crescimento foi tanto que despertou a atenção dos principais sacerdotes e dos Saduceus que rejeitavam o Evangelho de Cristo.
Por falta de fé, ciúmes ou inveja os líderes religiosos da época iniciaram uma perseguição ferrenha contra os Apóstolos e a todos os crentes no Senhor Jesus Cristo.
Nesta época destes  acontecimentos alguns dos Apóstolos de Cristos foram presos, mas divinamente libertados da prisão, aumentando ainda mais a fé dos conversos e aumentavam ainda mais as conversões a Cristo. Atos 5: 19 ao 20
Um crescimento assustador fez com que a Igreja Primitiva se organizasse de uma forma melhor, somente os Apóstolos não daria conta de administrar todos os irmãos. Fora criados novos lideres, ministros do Evangelho e diáconos para ajudarem e administrar as necessidades da Igreja.
Em Jerusalém havia  judeus de todas as partes do mundo daquela época. Uns falando grego outros aramaico (Hebreus).
E na ação social que a igreja praticava havia favoritismo aos Hebreus, e isso causava discórdia entre eles.
Foram escolhidos sete homens cheios do Espírito de Deus, para cuidar da ação social da igreja, ou seja, das necessidades dos discípulos de Cristo, pois era uma só comunidade vivendo juntos.
Entre eles este Estevão. Um homem cheio de fé e de Espírito Santo, cheio de graça e do poder de Deus fazia maravilhas e sinais entre o povo.Um grande pregador e evangelista que fazia discípulos dentro das Sinagogas em Jerusalém  Atos 6: 5 ao 10
Em determinado momento prenderam Estevão injustamente, pois alguns foram subornados para acusarem Estevão de blasfêmia contra a Lei e contra Moisés. Atos 6: 11 ao 15
Preso e levado ao Sinédrio, o conselho religioso dos judeus, Estevão foi prestar seu depoimento sobre as acusações lhe imputadas. Atos 7: 1 ao 59
As acusações eram descumprir a Lei de Moisés, Blasfemar contra Deus por levar pagãos para dentro do Templo. Praticar beneficência a estrangeiros sem autorização do Sinédrio.
Falar  de Jesus Cristo como Ele destruiria o Templo  em breve. O presidente do Sinédrio ainda era o Sumo Sacerdote Caifas, o mesmo que condenou Jesus Cristo a morte.
O discurso de Estevão não foi realmente uma  refutação das acusações apontadas contra ele mas antes uma afirmação
Positiva do testemunho de Jesus Cristo e do Evangelho. Estevão não  tentou mostrar que as acusações contra ele eram falsas. Pelo contrario,
Ele apresentou a sua convicção de que o Templo e a terra da Palestina  não eram necessárias para uma verdadeira adoração a Deus. Esboçou um pequeno resumo da historia de Israel para mostrar:
 a) que Deus
Abençoara seus pais mesmo quando esses homens não viviam na terra da  Palestina;
b) que durante muito tempo na historia de Israel os judeus não  adoraram a Deus no Templo;
c) e que mesmo possuindo o Templo Israel
Continuou sendo rebelde e desobediente a Deus. O propósito desses
Discurso foi o de mostrar, na historia de Israel, que a posse do Templo  não era nem uma necessidade nem uma garantia para a verdadeira  adoração a Deus. E isto serviu para substanciar o ponto principal, que  tendo vindo o Messias, a adoração dos judeus no Templo em Jerusalém  estava ultrapassada.

Se naquele momento o Sinédrio tivesse aberto o coração para o testemunho de salvação dado por Estevão, todo Israel tinha se salvado. Como se salvou Nínive no tempo do Profeta Jonas, arrependendo-se toda a nação por seus pecados.
Mas Israel fez ao contrário, não se arrependeu de sua pecaminosidade diante de Deus, condenou Estevão a morte e perdeu o direito de ser o povo escolhido de Deus e a terra que Deus lhe havia dado. Agora a quase dois mil anos voltaram ocupar um pequeno espaço no oriente médio. Uma diáspora de 1877 anos.
Estevão não se perturbou com a ira do Sinedrio. A essa
Altura, Deus lhe concedeu uma visão dos céus abertos com o Filho do  homem em PE a Sua direita. As palavras de Estevão foram, na realidade,  uma declaração de que as palavras que Jesus recentemente proferira,
Diante desse mesmo corpo judicial, de ser o Filho do homem, não eram  blasfemas, como o Sinedrio  proclamara, mas eram a verdade de Deus  (Marcos. 14:62).
Estevão declarou que realmente Jesus estava agora a direita  de Deus na qualidade de Filho do homem.
Jesus costuma ser descrito como assentado a direita de Deus (Salmos. 110:1; Hebreus. 1:13). E possível que aqui Ele esteja representado como  levantando-se do Seu trono para receber este mártir. O nome Filho do  homem não designa a humanidade de Jesus; e um titulo messiânico, com  base em Daniel. 7: 13 e 14, e designa o Messias como ser celestial e Estevão foi  conduzido para fora da cidade para o lugar de execução e foi apedrejado.
As testemunhas eram os executores oficiais. Saulo, que mais tarde se  tornou o apostolo Paulo, foi um observador da execução. Morrendo, Estevão invocava a Jesus exaltado como Deus
Mesmo e orava para que Jesus recebesse o seu espírito. As suas palavras
Finais consistiam em uma oração de perdão para os seus executores. Um ato de amor no seu último suspiro de vida. Não apelou por sua vida e sim pela vida de seus assassinos.
                  Atos 6: - 7: - 8  (Conteúdo do Livro de Atos aos Apóstolos, capítulos 6, 7 e 8.)


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